quinta-feira, 9 de junho de 2016

A polarização babaca que dividiu o Brasil em Coxinhas e PTralhas


                Por algumas vezes já me contive para não postar nada sobre isso, justamente pensando em defender o direito que acredito que as pessoas têm em rotularem e atribuírem nomes aos comportamentos alheios, acertadamente ou não.

Só que, ultimamente, tem ficado difícil não perceber que a praga se espalhou mais depressa que fofoca em vizinhança desocupada. Tem se tornado cada dia mais difícil que uma pessoa possua uma opinião sem que, no fim das contas, não lhe seja atribuído um rótulo político pejorativo de alguém que discorda da posição.

Não há como fugir! Ninguém pode apoiar uma ação policial sem que os paladinos da ética e da moral apontem o dedo e encham o pulmão de ar para chamá-lo de fascista. O mesmo vale para as pessoas que estão quase proibidas de serem contra uma ação truculenta da Polícia Militar sem que imediatamente os vigilantes da “família de bem” as chamem de defensoras de vagabundos e ainda ganhem um convite para adotar um criminoso.



O país se dividiu em dois. Em uma tentativa de simplificar a existência humana, extremistas estão por todos os lados forçando um dualismo idiota que posiciona de duas maneiras automáticas: comigo ou contra mim. Se você vai à manifestação contra a Dilma, você é um idiota, massa de manobra e manipulado pelos golpistas. Se você não vai a essa mesma manifestação, então és um burro que não percebe que o país está afundando e “deve estar mamando na teta do governo, só pode”.

O pior disso tudo, é que quando tratamos de intolerância geralmente dizemos que ela é exclusividade do “outro”. Temos uma dificuldade tremenda de percebermos que estamos agindo também dessa maneira. Temos dificuldade em reconhecermos quando somos igualmente intolerantes.

Essa atual maneira de pensar separa o país em dois lados. O que não percebemos é que os dois lados estão na mesma moeda. Todo mundo sai perdendo. A união da sociedade pela luta por causas que beneficiem a população ficaram em segundo plano. Agora a moda é defender uma ideologia, mesmo que isso custe defender a corrupção de A ou B em prol de vencer o debate.

Quem se beneficia com isso? Os extremistas que concorrem a cargos públicos, claro. De Bolsonaro a Jean Wyllys, temos logo atrás, a horda dos intolerantes marchando de olhos vendados e seguindo demagogos que propagam seus ideais absurdos vestidos de ideologia barata.

Ninguém é obrigado a defender a esquerda em todos os aspectos, se não concordar. O mesmo vale para a direita. Você só precisa defender aquilo que acha certo. E, acredite se quiser, você tem o direito de ficar em dúvida. Ninguém precisa se decidir ou ter certeza absoluta, sobretudo da noite pro dia, daquilo que é melhor para a população.

Isso não impede claro, que no fim das contas, você tenha uma definitiva opinião formada sobre tudo. E, como eu já disse em outro texto, você pode sim ter opinião e certeza sobre o que quiser, só não seja um babaca quando abrir a boca para dá-las. 

Um comentário: