terça-feira, 2 de outubro de 2018

Eu vi nos meus

Eu hoje vi os meus
Caindo ao meu lado
Eu vi mais de uma vez
Futuro repetir o passado

E nem tudo aquilo
Que reluz é ouro
Nem todo populismo
Vai ajudar o meu povo

Nessa impressão
Moldo minha opinião
E não quero um messias
Eu quero os meus irmãos

Vivendo na paz
E vivendo na harmonia
Não adianta o teu terror
De implantar a guerra fria

Inimigo em comum
nessa eu não caio mais
O único inimigo
É quem não propaga a paz

E pra que mais?
Dessa violência ineficaz
Que aprisiona o povo
em amarras sociais

Onde desesperadamente
Procuram a salvação
Em pessoas que só pensam
Em ter arma na mão

Meu ato de rebelião
contra essa propagação
De uma falsa paz
Que mata em nome da nação

É não me calar jamais
Silenciar não mais
Porque ninguém nunca
Pode censurar a paz

E é isso que se faz
Quando a luta é perspicaz
O governo do medo
Aqui não, rapaz

Termos absolutos
Eu deixo pro Anakin
Eu procuro o equilíbrio
Ele é o que faz bem pra mim

Hoje eu sei que sim
A revolução tem fim
Quando se abaixácabeça
Pra quem se comporta assim

Dividindo todos nós
Gerando segregação
E se alguém quer isso
Eu já penso que ele não

Por um mundo melhor
Onde haja mais justiça
tem que desafiar
A mentalidade submissa

Começou Assim

Começou assim
Meio devagar
Ela me olhando, disfarçando
Clássicá- troca de olhar

E eu me perguntando
O que é que ela viu em mim
Porque o olhar dela, de fato,
Sei que sorriu pra mim

Foi tudo num instante
Coração independente
Eu já tinha percebido
Eu vi que era diferente

Mulher independente
E de forte opinião
Com a vida transformada
E em constante mutação

Ela sabia o que queria
Ela surtava algumas vezes
Eu sabia que estaria
Distante em poucos meses

Mesmo assim não conseguia
Falar o que deveria
Porque aquele jeito de falar
Me conquistava todo dia

Entre altos e baixos
O inevitável acontecia
O corpo dela no meu corpo
Inspiração pra poesia

Aquela conversa leve
Numa tarde fria
Vinha pra alimentar
Uma alma antes vazia

Era assim todo dia
No final da correria
Saindo do trampo
direto pra nossa fantasia

E o que a gente vivia
Mais ninguém sabia
Ou, pelo menos, sei
Ninguém jamais entenderia

E o desdobramento
Te deixo imaginar
Porque essa história
Ainda tá pra começar

Como se não bastasse
Todessa conexão
Ela veio arrombando
A porta do meu coração

Sem pedir licença
Muito menos perdão
Ela fez do meu peito
Seu cativeiro de emoção

Vou olhar pra ela
Todo dia de manhã
Não quero outra vida, não
Tô tipo o Djavan