Em palidez se vê
Que um laço se vai
Onde há um alento
De um traço Importante
Seja uma luz
Que se vive Além
Daquela que já não se pode
Pensar em viver sem
Quando a forma se dá
E dita o que não foi dito
Realiza-se o mistério
Entre o vão de cada porta
Daquilo que não sei
Resta o que não vou saber
Nas margens, a profundeza chama
Nos arredores o silêncio grita
Onde mais seria alma,
Se a chama clama sem memória?
Em chamas há chuva de vida
Moderna e encravada na triste ferida
Há o que não sabia
Mas há, principalmente, o que não saberia
Se a abstração causa silêncio
onde mais fica a dor
senão no incapaz velório
das palavras sufocadas
O café que invade a porta
Adentra aquilo que não respeita
Desde a primeira reverência
Deveria ser desejada sorte
Não haveria sentido
Se não houvesse amanhã
Como não se possui amor
Se não se liberta da perfeição
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